quinta-feira, 24 de maio de 2007

Mon Prince



Ele me faz pensar nele, contar as horas do relógio, os minutos das horas e os segundos dos minutos regressivamente para vê-lo, para ouvir o som da sua palavra ou sentir qualquer rastro, fresta ou sequela de seu afeto. Eu sei lá o que deu em mim para me enfeitiçar por sua sensibilidade, me encantar com seu discurso filosófico, me hipnotizar pelo conjunto dos seus gestos, músculos e timbre da voz. E quem mais não se renderia à seus encantos? Para acender meu sorriso, para iniciar meu riso e cessar minha tristeza não consigo lembrar de nada que tantas reações me provoque e que só invoque o meu melhor. Quando a agonia passa ele ainda fica, perdido em algum lugar entre minha alma e meu sentimento.
Ele tão pouco faz o gênero de príncipe encantado dos meus sonhos, nem veio no cavalo branco. Mas me lembro que nossas conversas duravam horas e a gente mal se conhecia. Depois, não consegui mais ficar sem falar com ele. Intermináveis horas...eram milhões de minutos por dia.Ele cuidava de mim como nunca ninguém cuidou. Dava pra fazer um filme da nossa história. Não sei se daria um bom roteiro,mas acredito que sim. Ele me achava linda e criativa (ou pelo menos dizia que eu era e eu acreditava). Eu o achava muito importante. Ele era criativo, doce, querido e boa gente.Tinha medo que a qualquer momento ele virasse para mim e dissesse que não era desse planeta. Um dia, ele disse que nunca esqueceria de mim, porque algum tipo de primeira vez a gente nunca esquece...e foi uma das primeiras vezes que senti saudades antes de me distanciar dele. Eu, espontânea que sou, falei,sem medo de ser feliz. O assunto acabou, ele me beijou. Até que enfim, porque assunto era o que não faltava. Não sei se o sapo virou príncipe ou se o príncipe virou sapo .Não sei se sou uma princesa à procura do meu príncipe...tenho apenas a certeza que, PRA SEMPRE, o “meu riso será mais feliz contigo”.

★★★

terça-feira, 22 de maio de 2007

Pedaço da noite


Um pedaço da noite...e passamos a noite tomando vinho e falando, falando,falando, nos conhecendo mais um pouquinho do que já nos conhecíamos pelos cheiros e olhares... e o tempo passou depressa demais, como passam depressa os minutos quando estamos usufruindo de momentos de felicidade.E éramos como duas crianças felizes porque estávamos juntos até aquela hora e porque iríamos, pela primeira vez, dormir juntos... porque eu ía descobrir como ele dormia e como ele acordava.

...


Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite!Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes ... Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer: - E daí?

EU ADORO VOAR!

quinta-feira, 17 de maio de 2007

seus olhos


Gosto de sentir seus olhos em mim quando me distraio.
Cheios de vontades, suaves, dengosos
Como se me contornassem os sentidos...


quarta-feira, 16 de maio de 2007

terça-feira, 8 de maio de 2007

Tudo acontece em Elizabethtown

Um designer de sapatos(Orlando Bloom) que, após oito anos de trabalho árduo em um projeto, tem o seu "tênis revolucionário" mal-recebido pelo mercado, causando o prejuízo de quase 1 bilhão de dólares para a empresa em que trabalha. Como é de se esperar, perde o emprego, mas para a sua surpresa também é abandonado pela namorada. Quando percebe que sua vida está do avesso, pensa em cometer o suícidio, mas é interrompido com a notícia da morte do seu pai e se vê obrigado a viajar à cidadezinha de Elizabethtown para cuidar dos trâmites do enterro. Durante o vôo ele conhece uma "pegajosa",porém solícita e atenciosa aeromoça(Kirsten Dunst),aquele tipo de mulher que todo homem idealiza: doce, inteligente, divertida e intensa, que entra na sua vida bagunçando tudo, sem pedir licença!Eles se encontram no dia seguinte e começam a cultivar uma amizade colorida.O que, sem que ele perceba, acaba ajudando-o a superar os demônios interiores...


Le fabuleux destin d'Amélie Poulain


É o tipo de filme que você, ao assistir, não tem como ficar indiferente. Ou você gosta, ou detesta.Mas acredito que se você possui um pingo de sensibilidade e se mantiver atento,vai sentir um leve arrepio em alguns momentos...
Amélie, que vivenciou um processo de solidão desde nova, tenta fazer com que as pessoas não se sintam sozinhas através de pequenos gestos,mobilizando pequenas coisas para provocar mudanças na vida das pessoas.
Um filme interessante,uma pequena arte,ao meu ver!
***

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Um recomeço


Um recomeço...

O céu se abre.E isso nos torna aptos a viver com um sorriso constante nos lábios. Os cacos de uma alma que me fazia um bem enorme seguido de um mal que parecia ser incurável.Juntei todos, sem me ferir, e os joguei no passado. A vida se encarrega de muitas coisas, outras a gente corre atrás ou deixa de lado... Quero. Quero o presente, o futuro. Existe um tempo...um tempo em que uma força maior se posiciona sobre nós, e aí seguimos o melhor caminho, caminho esse que às vezes não é rastreado pela razão.A emoção nos deixa caminhando nas nuvens, e tem gente que só acorda quando cai ...

sábado, 7 de abril de 2007

Somente o tempo...


O tempo existe.E existe para ser respeitado.
Descobri como é ofensivo forçar alguém
ou alguma coisa que ainda não está preparado,
inclusive eu mesma.Isso se chama RESPEITO.


É preciso que se espere paciente,

até que se cumpra o que falta...

Até que o beijo seja dito

e as palavras sejam beijadas.

E enfim,tudo se complete

no infinito de um breve abraço...


***

...atitudes.


"Para você beber vinho numa
taça cheia de chá é necessário
primeiro jogar o chá fora,
para então, beber o vinho."


Quantas vezes ficamos amarrados a problemas ou situações que sabemos que são impossíveis de se resolverem como gostaríamos e, ao invés de sairmos em busca de novas oportunidades, novos ideais, ficamos amarrados ao pé de uma velha árvore, criado pelos nossos sonhos e desvarios. Quantas pessoas estão nesse momento vivendo de sonhos impossíveis, paradas no tempo sem ouvir o chamado da vida? Milhares, milhões talvez, pessoas que estacionaram no problema e, que não conseguiram sair para a vida. Pare um pouco tudo que você está fazendo e olhe pela janela de sua casa, ou escritório, veja a vida lá fora...tudo é movimento, tudo tem um motivo de ser ou estar. Veja o vento trabalhando silencioso, não para nunca, e veja seu próprio corpo, você se lembrou de respirar? Não, nem precisa, ele sabe o que é preciso ser feito... Assim como o seu corpo tem funções pré-definidas, a sua vida tem algumas passagens pré-definidas, mas é você quem escreve o capítulo do dia, é você quem determina se o herói (você), vai se dar bem ou não no fim da história, Deus lhe deu a caneta para escrever sua história todos os dias, e você pode usá-la para o bem ou para o mal...
Seja o momento que for, que você está vivendo agora, sempre há maneiras diferentes de escrever o fim da história. Percebe? Depende de você fazer a opção pela vida, e lutar por ela, lutar para ser feliz, lutar para esquecer as dores e finalmente escrever a palavra FIM somente quando a alegria fizer morada na sua vida. Pense na sua mudança e seja feliz.Boa sorte.
* * *

sexta-feira, 6 de abril de 2007

ॐ Hinduísmo


Hinduísmo
Conjunto de princípios, doutrinas e práticas religiosas dominante na Índia, conhecido dos seguidores pelo nome sânscrito Sanatana Dharma, que significa a ordem permanente. Está fundamentado nos Vedas (conhecimento, em sânscrito), conjunto de textos sagrados compostos de hinos de louvor e ritos. Suas características principais são o politeísmo e a crença na reencarnação. O hinduísmo é a terceira religião do mundo em número de praticantes e seus preceitos influenciam fortemente a organização da sociedade indiana.
História e doutrina
A tradição védica nasce com os arianos, povos das estepes da Ásia central, que a levam para a região da Índia em 1500 a.C., ao invadir e conquistar os vales dos rios Indo e Ganges. Baseia-se em uma memória coletiva sobre deuses tribais e cósmicos transmitida oralmente e, posteriormente, registrada em livros sagrados, os Vedas. Esses livros são agrupados em quatro volumes durante o século X a.C e contêm as verdades eternas reveladas pelos deuses: a ordem (dharma universal) que rege as coisas e os seres, organizando-os em categorias, as castas ou varnas. Segundo os Vedas, o ser humano está preso a um ciclo eterno de morte e renascimento, chamado samsara, pelo qual está fadado a reencarnar e a sofrer em infinitas vidas. As reencarnações, como ser humano ou animal, são regidas pelo carma, preceito segundo o qual a forma como renascemos em nossa vida atual foi definida na vida anterior, pelo estágio espiritual que alcançamos e os atos que nela praticamos. O hindu busca fundir-se a Brahman, a verdade suprema, espírito que rege o Universo. Isso só é possível libertando-se do samsara pela purificação de seus infinitos carmas, atingindo o estágio conhecido como nirvana, a sabedoria resultante do conhecimento de si mesmo e do universo. O caminho para o nirvana passa pelas práticas religiosas, pelas orações e pela ioga, mas muitos hindus adotam também dietas vegetarianas e o ascetismo (renúncia aos bens e prazeres materiais) para atingi-lo.Do século IX ao XIV floresce o tantrismo, corrente que prega o aperfeiçoamento espiritual pelo domínio da mente e do corpo, incluindo hábitos e práticas sexuais. Em reação à expansão do islamismo na Índia, a partir do século VII, e ao domínio britânico, iniciado no século XVIII, surgem várias correntes no hinduísmo.
Textos sagrados
O hinduísmo possui extensa literatura com preceitos relativos à vida cotidiana e à organização social. Os mais antigos, os Vedas ou Conhecimento, reúnem ensinamentos anteriores ao século X a.C. Além desses, são importantes os Puranas (narrativas sobre a tríade divina Brahma, Shiva e Vishnu, as festas e condutas do hindu), o Mahabharata (O Grande Combate dos Bharata), poema que trata da luta do bem e do mal, dos cultos a Shiva e Vishnu e as lutas entre as tribos hindus; os Upanishads (aulas dos mestres), o Ramayana (poema sobre o amor de Rama por Sita) e o Código de Manu (normas, regras e práticas sociais hindus).
Preceitos na vida social
O hinduísmo distingue quatro metas na vida humana: kama (prazer físico), artha (prosperidade), dharma (condutas e deveres morais definidos pela casta do indivíduo e pelo dharma universal) e moksha (iluminação). As quatro metas têm relação com quatro etapas da vida ou ashramas, do nascimento à morte: na infância, estudar os Vedas e preparar-se para a vida; depois, casar-se e constituir família; aposentar-se do trabalho e desligar-se das posses materiais; e, na velhice, concentrar-se na busca religiosa. Essas metas e etapas têm, por sua vez, matizes definidos para os indivíduos segundo as quatro castas (varnas) às quais podem pertencer. A dos brâmanes, os sacerdotes, é a mais elevada. Seguem-na a dos guerreiros; a dos lavradores, comerciantes e artesãos; e, finalmente, a dos sudras, servos e escravos. Um quinto grupo, o dos párias, não é considerado casta por terem seus membros desobedecido, no passado, às leis religiosas. Tradicionalmente, os párias não podiam viver nas cidades, ler os livros sagrados ou se banhar no rio Ganges.
Divindades
Há centenas de deuses e deusas hindus. Todos são parte de Brahman, a essência universal. Três deles se destacam e compõem uma tríade divina, a Trimurti:Brahma, o princípio criador, Shiva, o princípio destruidor e libertador, e Vishnu, o princípio protetor e preservador. Sempre que o mundo está sob ameaça do mal, Vishnu aparece para protegê-lo através de uma de suas dez reencarnações ou avatares. São eles, pela ordem, Matsya (o peixe), Kurma (tartaruga), Varaha (javali), Narasimha (homem-leão), Vamana (anão) Parashurama (homem com machado), Rama (príncipe herói), Krishna (herói que matou o demônio Kamsa) e Buda. O décimo avatar, Kalki, ainda não surgiu na Terra e virá para extirpar todo o mal e iniciar uma era do bem.
Rituais e comemorações
O hindu costuma manter em casa um altar de devoção a seu deus, no qual queima incenso, coloca flores, velas e oferendas. Também freqüenta os templos que estão entre os de arquitetura mais exuberante do mundo. Cada altar possui sempre a estátua de seu deus, e nos templos as imagens são diariamente despertadas pela manhã, lavadas, vestidas e enfeitadas com flores pelos sacerdotes. Diante do altar, os hindus recitam mantras, fórmulas sagradas escritas nos Vedas que podem aproximá-los dos deus. Peregrinar para visitar os templos e lugares sagrados são práticas habituais. Algumas das celebrações hindus são o Festival das Luzes, comemorado em todo o país no outono com o acender de velas, o Festival das Nove Noites para a deusa Durga, em setembro ou outubro, o Festival da deusa Shiva, em março, e o Festival de Krishna, em agosto.


ૐ ॐमणिपद्मेहूँ,

destino - o meu e o seu.


Segui o brilho do seu corpo iluminado de suor e luar.

Eu o tocava... e era lua que eu sentia

E era quente em seus braços,

e era quente em teu peito

E era quente em suas pernas.

Então pediu no meu ouvido esperas e pausas,

Falou de ritmos e marcou compassos

E eu o ouvia, e eu o seguia, e eu o esperava.

Era senhora do teu corpo, e febre dentro de mim.

E nós, com a mesma urgência,

E nós, com a mesma pressa,

Chegamos ao destino

Que era o meu e o seu

(Rebeca Rezende)
Ribbon in the sky


um sonho


Mandou o vento apagar todas as luzes da cidade e apenas as estrelas, que chegaram pra fazer companhia à lua, iluminavam o leito coberto por um véu tão branquinho, tão macio, e tão suave quanto as nuvens lá do céu.
Pediu também que a rua ficasse em silêncio, pra que só ouvissem as batidas dos corações.Ele a olhava como se tentasse descobrir o segredo mais bem guardado por trás daqueles olhinhos que brilhavam tanto. E que foram se fechando, e o coração se acalmando, até que ela adormeceu ,com um sorrisinho dengoso no canto da boca...
Então ele beijou os olhos de sua menina, para que ela sonhasse o sonho mais belo que jamais sonhou. Abraçou-a, para que nenhuma brisa fria da noite atrapalhasse seu sono e deu-lhe a mão, para ter certeza de que tudo continuaria ali...
E adormeceram.
(31/03/2007)
***

domingo, 1 de abril de 2007

Like a tattoo


He told me sweet lies of sweet loves

Heavy with the burden of the truth

And he spoke of his dreams

Broken by the burden

Broken by the burden of his youth

Fourteen years he said

I couldn't look into the sun

She saw him laying at the end of my gun

Hungry for life

And thirsty for the distant river

I remember his hands

And the way the mountains looked

The light shot diamonds from his eyes

Hungry for life

And thirsty for the distant river

Like the scar of age

Written all over my face

The war is still raging inside of me

I still feel the chill

As I reveal my shame to you

I wear it like a tattoo
***

sexta-feira, 30 de março de 2007

em sonho...


Dois olhares inesperados foram trocados: o mundo parou.
Na paixão inesperada dois corpos se encontraram.Dois lábios se tocaram e os suores deram o sabor àquela paixão.Como que numa impertinente concretização do abstrato os dois corações se questionaram.Qual o poder do encontro dessas almas que finalmente haviam se achado?
Incluiu à grade de sentimentos a vontade de estar junto, de estar presente no outro.De dividir tudo aquilo que parecia até então um sonho.Sonho conjunto. Nossos desejos supridos.O nosso sonho.Tão inesperado começo, tão inesperada separação.O sonho chegara ao despertar?O confronto dos sentimentos na angústia da solidão daquela realidade para a qual tínhamos que acordar.Quando por nós enterrada a paixão, de repente o mundo voltara a girar.Como se naquele instante em que os olhares haviam se cruzado, de certo, o tempo tivesse desistido de trabalhar.Talvez porque tivesse perdido o sentido.Talvez porque todo o sentido se bastasse naquela paixão.Os dois corações não mais sonhavam.Do que adianta o mundo girar?Outras percepções de vida, outras constatações de nossas almas.Um velho e desgastado caminho,falso concreto.Digo “não” à abstração. Não é necessário amar.Mas, na nossa realidade aprendemos que nem todo sonho se acaba ao despertar.Ao anoitecer, dormindo, talvez as nossas almas se encontrassem.Foi assim que descobrimos que sonhando podemos estar juntos...

terça-feira, 20 de março de 2007

★Little Prince!★


Esta é, para mim, a mais bela paisagem do mundo, e também a mais triste.Foi aqui que o principezinho apareceu na terra, e desapareceu depois.
Olhem atentamente esta paisagem para que estejam certos de reconhecê-la, se viajarem um dia na África, através do deserto. E se acontecer passarem por ali, eu lhes suplico que não tenham pressa e que esperem um pouco bem debaixo da estrela! Se então um menino vem ao encontro de vocês, se ele ri, se tem cabelos de ouro, se não responde quando interrogam, adivinharão quem é. Então, por favor, não me deixem tão triste: escrevam-me depressa dizendo que o Pequeno Príncipe voltou...


★★★


sábado, 17 de março de 2007

Le Petit Prince


E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa...- disse ela.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa - não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa.
Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco.
Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
-
A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
Assim o principezinho cativou a raposa.Ficaram juntos por um tempo e quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar...
-
A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Sim,eu quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então,tu não lucraste nada,não é?Foi tudo uma grande perda de tempo!
- Eu lucro, disse a raposa,foi o tempo que perdeste comigo que me fez tão importante!

-Mas agora eu me sinto totalmente responsável por ti!- disse o príncipe.
A raposa sorriu e disse:
-Devia ter avisado que aconteceria isso.Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas!
Assim que a raposa disse aquilo, o pequeno príncipe entendeu tudo.Ela já não era para ele como todas as outras raposas do mundo,era única,assim como sua rosa...a rosa que ele regou,colocou sob a redoma,escutou queixar-se ou gabar-se...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples:
Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
★




quarta-feira, 14 de março de 2007

segunda-feira, 12 de março de 2007

★★★★★

"Ela entrou como um pássaro no museu de memórias, e no mosaico em preto e branco pôs-se a brincar de dança. Não soube se era um anjo, seus braços magros eram muito brancos para serem asas, mas voava. Tinha cabelos inesquecíveis, assim como um nicho barroco onde repousasse uma face de santa de talha inacabada. Seus olhos pesavam-lhe, mas não era modéstia, era medo de ser amada; Vinha de preto, a boca como uma marca de beijo na face pálida. Reclinado, nem tive tempo de a achar bela, já a amava."

quarta-feira, 7 de março de 2007

★

Amigas comunicam-se pelo coração...

Phoenix


Como se chama o que renasce das cinzas?A mitologia nos apresenta uma ave fabulosa,que durava muitos séculos e queimada,renascia das próprias cinzas. Há variações que acrescentam que, além de renascer das cinzas, essa ave pressentia um fim e ía ao seu encontro, jogando-se contra o fogo para que se cumprisse o seu destino.Phoenix é o nome dela. Humanamente, como chamamos quem renasce de si?Como chamamos quem pressente o fim e se lança mortalmente ao encontro deste com bravura,dor,coragem,medo,tristeza,lamento,altivez,tontura,com toda sua bagagem ao encontro do que te espera,porque o sabe inevitável e ao inevitável não se pode fugir? Como chamamos quem sobrevive a si para ensinar aos outros que é possível renascer? Como chamamos quem exerce o amor como prática de vida e morrendo em sua sina revive, porque semelhante precisa dessa ressurreição? Como chamamos quem expõe suas dores, seus temores,seus medos com sabedoria costumaz porque é assim que tem que ser?
Não sei.E a Phoenix pousou sobre meu inconsciente.É que nesse mundo,meu feito mais constante é o de observar.Do que vejo e sinto,escrevo.Mas agora, me perdoe,não sei denominar.Não sei nem mesmo como chamar esse estado que se adquire,essa capacidade,não de sobreviver às intempéries,mas sim de renascer da morte dos próprios sonhos.
Mas sei que é possível.Precisamos virar a esquina do medo e ter consciência que de nossas cinzas é que faremos uma nova vida e um novo sonho. Precisamos ir ao nosso encontro!
***

Deepak Chopra.


Muitos tomam uma atitude passiva em relação à vida e possuem ainda uma tendência à culpar os outros ou fatores externos por seus problemas,falta de atitude ou infelicidade.Na verdade,procuram uma causa para se eximirem da responsabilidade.Quer goste ou não, o que acontece no presente é resultado de SUAS escolhas;muitas,são mesmo inconscientes e,por isso,as pessoas não acham que são escolhas.Mas são.


DEEPAK CHOPRA.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Pétala por Pétala (Chico César)

a sua falta me fez ver

o que de mau a vida pode ter

e a sua volta me dá mais

de todo o mel que eu ousaria querer

sua presença me faz rir

dos dias feitos pra chover

nao há revolta pra sentir

nem há milagre pra não crer

vinda que finda

a tinta de pintar tristeza

deixa os mistérios plenos de sentido

e a flor da vida toda

pétala por pétala

que um tolo pode colher

sem saber que é amor

vem e aumenta em mim

o único que sou

me subtrai do que em mim passou

é amor, vem.

sexta-feira, 2 de março de 2007

tempo.


Cada alma tem que descobrir seu próprio caminho e atingir sua meta de sua própria maneira.Algumas conseguem isso através da meditação,outras através da prece,outras até mesmo através do trabalho.
Toda alma tem necessidade de se afastar de tempos em tempos para encontrar a paz que supera qualquer entendimento.
Toda alma necessita se estabilizar e isso só é possível através da paz e quietude...

Pedras.


Um dia encontrei alguém no caminho que me falou de pedras e guardei mais uma delas,esta : "Pedras no caminho?Guardo todas,um dia vou construir um Castelo!"

meu interior.


Minha casa sou eu mesma,eu nunca me abandono.

Onde quer que eu vá,ela sempre está comigo...

We can do it!


Quando os problemas são adiados,a tendência é piorar.Eles consomem nossa energia,atrapalham a vida,nos infelicitam.Quando não enfrentamos um problema,certamente iremos reencontrá-lo muito maior mais adiante.É o lance de varrer pra debaixo do tapete:um dia,a sujeira sai e você terá que varrê-la!Por causa do medo,a gente faz concessões,prolonga silêncios e vai abdicando palmo à palmo da felicidade.E é isso,nos tornamos reféns do medo!Medo de mudar,medo da dor que essa mudança vai causar.Só quem supera seus desafios se torna verdadeiramente dono do seu destino!Na ÍNDIA os mestres dizem:os problemas são despertadores que tentam acordar as pessoas para a VIDA.Aproveite pra ACORDAR LOGO,antes que o próximo despertador faça mais barulho!
VOCÊ NASCEU PRA SER FELIZ(CORAGEM).

quinta-feira, 1 de março de 2007

★★★★★


Ternura e bondade não sinalizam fraqueza,

mas sim força e disposição!
★

!


As mulheres são como os saquinhos de chá:

não se sabe sua força até serem jogadas

em água quente!

...

Não é fácil oferecer a outra face quando alguém lhe bate,seja física ou verbalmente.A reação imediata seria devolver o tapa,mas é aí que as reações devem ser observadas com o maior cuidado.As almas que ainda não aprenderam a ter autodisciplina e respeito ao próximo,vão bater de volta com a mesma força que receberam e ainda vão se sentir "justificadas" por agirem assim.Depois ainda se perguntam porque existe tanto caos e injustiça no mundo!

***



segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

A Rosa.


Foi o tempo que perdeste com tua rosa,que fez tua rosa tão importante...


E, quando regou pela última vez a flor, e se dispunha a colocá-la sob a redoma, percebeu que estava com vontade de chorar.
- Adeus, disse ele à flor.
Mas a flor não respondeu.
- Adeus, repetiu ele.
A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.
- Eu fui uma tola, disse,por fim. Peço-te perdão. Trata de ser feliz!
A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a redoma no ar. Não podia compreender essa calma e doçura.
- É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.
- Mas o vento...- indagou o príncipe.
- Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.
- Mas os bichos...- insistiu ele.
- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras.
E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou:
- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa...

***

Pôr do Sol


Um dia eu vi o Sol se pôr quarenta e três vezes! - disse o principezinho.

E um pouco mais tarde acrescentaste:

- Quando a gente está triste demais, gosta do pôr-do-sol...

- Estavas tão triste assim no dia dos quarenta e três?- perguntei.

Mas o principezinho não respondeu.
***

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

amo tanto!



Ela me faz tão bem,ela me faz tão bem...

que eu também quero fazer isso por ela!!!
*Dindinha te ama tanto que até dói...

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Ela


Ela é um lívro místico.
E somente a um à que tal graça
se consente,é dado lê-la.
***

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

medo.



Ela teve medo que ele corresse perigo. Muito medo. “O medo corta a vida”, diria Rubem Alves. E se não foi bem assim que ele disse era assim que ela se lembrava.
Lembrava também que animais não sentem medo, vivem um momento de cada vez, não pensam sobre o futuro e quando o futuro não importa, quando não há sonhos ou histórias para viver, então o medo também não tem razão de ser.
Dizem que o medo até preserva a vida (do corpo), mas para a vida do amor o medo é inútil. Pena que, mesmo sabendo de tudo, o medo estava fazendo parte dela naquele instante. Não medo de perdê-lo, mas medo de que ele perdesse algo de valor por causa dela. Ele não a culparia, mas ela sim. Então chorou. Chorou lágrima pura e transparente e mesmo sem ver ele sentiu. Estavam tão longe, tão longe que o encontro era só através de algumas imagens. Pela imagem em conjunção com as palavras ele teve certeza que ela chorava. Ele não conseguia ver as lágrimas caindo como rios pela face dela, afinal lágrimas não tem cor, entretanto ele podia olhar o semblante dela de sorriso e alívio, por vê-lo fora de perigo, e junto com essa alegria muitas lágrimas e a expressão de quem chora rindo, mais pela explosão de emoções sentidas no curto espaço de tempo do que por tristeza. Ele estava fora de perigo, ela podia sorrir e ver que o rosto dele também tinha um semblante parecido que era a miscigenação da felicidade, infelicidade e angústia. Felicidade de vê-la, infelicidade por estar tão longe. Angústia por vê-la chorando e não poder tocá-la ou enxugar seu rosto. De fato não a via, ela não era só aquela imagem, mas além das palavras, a imagem era tudo que ele tinha,por isso gravava cada uma na alma,como fotos para que pudesse olhar sempre e recordar-se de como eram os traços de seu rosto, o brilho de seu olhar, o sorriso na sua boca... Lembrar que ela sentira medo, e esse medo que cortava a vida era um medo de quem sentia, mas não de quem sentia somente medo. Porque se animais não sentem medo não é só porque não sonham, não é só porque não tem perspectiva de tempo ou de futuro, talvez seja porque não sentem como sentimos, nem amem da forma que somos capazes de amar. (Aline)

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Sartre


Entre as muitas coisas profundas que Jean Paul Sartre disse, essa é a que mais amo:
“Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.“
Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você? Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim!

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terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Você é pipoca ou piruá?


Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão - sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: pum! - e ela aparece como uma outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.
Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá.Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. Meu amigo William, extraordinário professor-pesquisador da UNICAMP, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia as explicações científicas não valem. Por exemplo: em Minas ‘piruá’ é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: ‘Fiquei piruá!’ Mas acho que o poder metafórico dos piruás é muito maior. Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. Ignoram o dito de Jesus: ‘Quem preservar a sua vida perde-la-á.’ A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira... (Rubem Alves)

Oh meu amigo,meu herói...

Ela olha para longe sem olhar especificamente para nada.Pensa no amigo. Como lhe querer mal? Impossível. Não é de sua índole querer mal a ninguém e, mesmo que fosse, o que faria com os momentos de riso e companheirismo que ficaram impressos em sua Alma? Seria preciso uma amnésia para que pudesse simplesmente ignorar a sua existência ou somente apagar um trecho de sua vida. Mas isso, de fato, não acontece,nem acontecerá.Quando ouve falar dele e de seus passos chega até a formular uma prece em que pede, sem convicção, que anjos lhe guardem os passos. Pobre anjo a quem for designada tal missão! Há pessoas instigadas à autodanação. E ela sabe muito bem disso.



Oh! Meu amigo, meu herói
Oh! Como dói saber que
a ti também corrói a dor da solidão...
Oh, meu amado, minha luz
Descansa a tua mão cansada sobre a minha
Sobre a minha mão...
A força do universo não te deixará
O lume das estrelas te alumiará
Na casa do meu coração pequeno
No quarto do meu coração, menino
No canto do meu coração, espero
Agasalhar-te a ilusão...
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sábado, 27 de janeiro de 2007

sábado, 20 de janeiro de 2007

A little (and beautiful) girl.


Era uma vez uma menininha doce e carinhosa que teve uma infância feliz e pais amorosos e esclarecidos que lhe proporcionaram mais do que uma boa educação. Ensinaram-lhe valores universais. Em seu caminho para a vida adulta, a menininha idealizou uma vida baseada em tais valores.Procurou rodear-se de pessoas cujos valores eram tais quais os seus. Mas o MUNDO e até mesmo algumas pessoas, não comungavam de seus valores e, quem sabe para o seu próprio crescimento, a menina,que aos poucos foi se tornando uma mulher, conheceu o contrário: a ira, a maldade, a ingratidão, a inveja, a maledicência, a cobiça e a deserção. Ficou chocada, triste e sofreu longos anos pela triste visão ao seu redor. Tentaram fazê-la ver que tudo aquilo em que acreditava era uma grande mentira. Até que numa linda primavera, a menina já crescida e angustiada com aquela inversão de valores, conheceu um gigante.E ele lhe disse que estava ali para reavivar todas as mais remotas lembranças do que lhe fora ensinado na infância. E através de seu exemplo e de tantas conversas, ela percebeu o que era veneno e o que era água cristalina, soube o que era o amor maior, aprendeu que algumas almas vivem em deserto árido por toda uma vida e entendeu porque o mar existe para os grandes navios e as pequenas embarcações. Antes de partir para a terra onde vivem os gigantes, ele lhe disse:

- "Não te esqueças de quem és e não deixes que te ceguem e te apequenem porque és Grande e porque consegues enxergar o mundo ao teu redor sem leviandade ou estupidez".

A menininha, sozinha, crescida e transformada, voltou para a vida e, com o passar do tempo, foi deixando para trás tudo que era penoso e esmagador. Reteve para si o que o mundo lhe deu como essencial e o resto deixou degenerar não sem pena ou arrependimento. Esquivou-se pouco a pouco das almas secas e inaptas ao entendimento e ao calor. Esteve só...talvez ainda esteja. Segue sua caminhada em direção ao horizonte e ainda não descobriu que a sabedoria lhe chegará quando não houver mais arroubos e arrebatamentos. Encontrei-a ontem, ao olhar para o espelho, e ela me disse que deixou de desejar as estrelas. Contenta-se em poder vê-las brilhar... ☆☆☆

é doce...


1.Que tem sabor como o do mel ou o do açúcar.
2.Meigo... terno, afável, afetuoso.

encontro de almas


"Os encontros mais importantes já foram combinados entre as almas,
antes mesmo que os corpos se vejam."

E lá vem Rubem Alves...


OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA
Ostras são moluscos, animais sem esqueleto, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, com pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas – são animais mansos – seriam uma presa fácil dos predadores. Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem. Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostra felizes porque de dentro de suas conchas saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário. Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste. As ostra felizes se riam dela e diziam: “Ela não sai da sua depressão...” Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor. O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de suas aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho – por causa da dor que o grão de areia lhe causava. Um dia passou por ali um pescador com o seu barco. Lançou a sua rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-as para a sua casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras de repente seus dentes bateram numa objeto duro que estava dentro da ostra. Ele tomou-o em suas mãos e deu uma gargalhada de felicidade: era uma pérola, uma linda pérola. Apenas a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele tomou a pérola e deu-a de presente para a sua esposa. Ela ficou muito feliz...” Ostra feliz não faz pérolas. Isso vale para as ostras e vale para nós, seres humanos. As pessoas que se imaginam felizes simplesmente se dedicam a gozar a vida. E fazem bem. Mas as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para poder viver. Assim é a vida dos artistas, dos educadores, dos profetas. Sofrimento que faz pérola não precisa ser sofrimento físico. Raramente é sofrimento físico. Na maioria das vezes são dores na alma!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Que tal um pouco de Gal?!?


Deus me livre de ter medo agora
Depois que eu já me joguei no mundo
Deus me livre de ter medo agora
Depois que eu já pus os pés no fundo
Se você cair, não tenha medo
O mundo é fundo
Quem quiser no fundo encontra a porta
Do fim de tudo
Bem junto da porta está São Pedro
No fim do fundo
Findo
Fundo
Findo

..............

Em 2007,PENSE!


Nunca é tarde demais para mudar. Nunca é tarde para se tomar uma providência. Nunca é tarde demais para lembrar que um dia já fomos românticos. Nem nunca é tarde para dizer eu te amo. Nunca é tarde demais para se aprender uma nova lingua. E também nunca será tarde para correr atrás daquele sonho. E nem daquele amor... Nunca é tarde demais para se buscar um ideal. Nunca é tarde para começar a cuidar da saúde. Nunca é tarde demais para conquistar novos amigos. Nunca será tarde para fazer aquela viagem. Nunca é tarde demais. Nunca é tarde demais para começar tudo de novo!

Um 2007 de muita LUZ,PAZ E AMOR.......

Compaixão.


Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de fome,
de frio,de miséria...e só tem olhos pros seus míseros problemas e pequenas dores

Peace ॐ


Paz e união...afinal,"Alguém"
não nos disse que somos todos irmãos?

sábado, 7 de outubro de 2006

Fallen




I can't believe it

You're a dream coming true
I can believe it
I have fallen for you
Y sé que eres tú
El que me hace suspirar
Y sé que por tí
Yo podría llorar
You are the one
Who's lead me to the sun
How could i know
That i'd be lost without you
I want to tell you
You control your game
I wanna let you know
You're alive in my veins
Yo nunca fui
Estrella que desear
Ahora sí
Tú me has dado vida
I want to tell you
You control your game
I want you to know
You're alive in my veins
Y apago la luz
Para verte mejor
Y saborear
Este sueño de amor
I have fallen for you
(yo podría llorar)
I have fallen for you
I just wanna tell you
You're a dream coming true
(este sueño de amor)
I have fallen for you
☆


quarta-feira, 4 de outubro de 2006

BeAuTifuL GIrL - INXS



Nicky's in the corner
With a black coat on
Running from a bad home
With some cat inside
Now where did you find her
Among the neon lights
That haunt the streets outside
She says:
Stay with me
Beautiful girl
(Stay with me)
Beautiful girl
(Stay with me)
She wanna go home
From door way to door way
Street corner to corner
With neon ghosts in the city
And she says:
Stay with me
She's so scared
So very frightened
Anything could happen
Right here tonight
Beautiful girl
(Stay with me)
Beautiful girl
(Stay with me)
She wanna go home
Stay with me
(Beautiful girl)
*********

terça-feira, 3 de outubro de 2006